Brasileira Sikur vai se mudar para a França

By: Fernando Paiva

A startup brasileira Sikur, especializada em soluções móveis seguras para comunicação corporativa, vai mudar sua sede no ano que vem para a França, mais precisamente para o parque tecnológico de Sophia Antipolis, na Côte D’Azur. Trata-se do maior parque tecnológico da Europa. A primeira etapa da mudança consistirá na abertura de um escritório de pesquisa e desenvolvimento no local, em janeiro de 2020. A troca da sede acontecerá no segundo semestre do ano que vem, com a ida dos principais executivos, incluindo CEO, CFO, CTO e CSO. No Brasil ficará apenas a equipe comercial.

“Vamos ficar dentro de um cluster de cybersegurança de lá. Será um diferencial competitivo. Vai ter cross-selling com grandes empresas de segurança instaladas no mesmo lugar”, explica Fábio Fischer, CEO da Sikur.

Haverá também benefícios fiscais. O governo francês devolve em créditos fiscais entre 30% e 120% do que a empresa investir em pesquisa e desenvolvimento – o percentual depende de uma série de variáveis, como a formação e a origem dos pesquisadores envolvidos.

No próximo Mobile World Congress (MWC), em Barcelona, a Sikur já estará dentro do pavilhão francês, em vez do brasileiro.

Aporte e expansão

A mudança na sede acontece paralelamente ao anúncio de um aporte de US$ 5 milhões na Sikur por parte da DXA Investments, empresa brasileira que gere fundos de private equity. 60% desse valor será aplicado em pesquisa e desenvolvimento e 40%, em expansão internacional com foco nos mercados dos EUA, Japão e Emirados Árabes Unidos.

A Sikur tem hoje 3 mil usuários da sua plataforma de comunicação móvel corporativa segura Sikur Messenger. Ela compreende uma série de funcionalidades de comunicação, como chat, email, videoconferência, chamada de voz, troca de arquivos e navegação web, tudo criptografado. Essa base terá um salto de 200 vezes no ano que vem, quando a companhia espera conquistar 600 mil novos usuários. Um dos principais motivos para tal crescimento é a assinatura de acordos de parceria para distribuição em mercados-chave, como Japão, EUA,  Emirados Árabes e Brasil. “Até então a gente estava focado na qualidade do produto. Agora temos o apoio de um fundo de investimento e distribuidores globais”, explica Fischer.

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