Celulares usados por Bolsonaro também foram alvo de hackers, diz Ministério da Justiça

By: G1 Rio

Operação Spoofing prendeu 4 pessoas na última terça (23) suspeitas de invadir o celular do ministro Sérgio Moro e outras autoridades.

A Polícia Federal (PF) informou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública que celulares utilizados pelo presidente Jair Bolsonaro também foram alvos de ataque do grupo de hackers preso em operação da PF na última terça-feira (23).

Operação Spoofing, autorizada pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, investiga invasão do celular do ministro Sérgio Moro, de um desembargador, um juiz federal e dois delegados da Polícia Federal. A operação foi deflagrada nas cidades de São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto.

Por meio de nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que Bolsonaro foi “devidamente comunicado” sobre o fato por uma “questão de segurança nacional”. A nota não informa se os hackers conseguiram obter alguma informação dos aparelhos usados pelo presidente.

“O Ministério da Justiça e Segurança Pública foi, por questão de segurança nacional, informado pela Polícia Federal de que aparelhos celulares utilizados pelo Sr. Presidente da República foram alvos de ataques pelo grupo de hackers preso na última terça feira. Por questão de segurança nacional, o fato foi devidamente comunicado ao Sr. Presidente da República.”

Mais: https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/07/25/

UM MÊS DE #VAZAJATO: OUÇA AGORA ÁUDIO INÉDITO DOS ARQUIVOS DO INTERCEPT BRASIL

By: Intercept Brasil

HÁ UM MÊS, o Intercept iniciou uma série de reportagens que mudaram para sempre a história da operação Lava Jato, de seus procuradores e do ex-juiz e atual ministro de Jair Bolsonaro, Sergio Moro. Antes vistos como heróis intocáveis, os monopolistas do combate à corrupção (que tentavam silenciar qualquer voz que se levantasse para expor seus erros, abusos e ilegalidades) hoje são vistos de outra maneira pela população: 58% dos brasileiros acreditam que as conversas de Moro com procuradores são inadequadas. A desconfiança é ainda maior entre os jovens: na faixa etária de 16 a 24 anos, 73% não querem um país guiado pelo espírito justiceiro de Moro.

Em seus primeiros capítulos, as histórias dos arquivos secretos da Vaza Jato mostraram Moro atuando como chefe de fato dos procuradores, o que é ilegal; expuseram o coordenador da força-tarefa Deltan Dallagnol apresentando uma denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da qual ele próprio duvidava; e revelaram os procuradores da Lava Jato (incluindo Deltan) operando secretamente para evitar que Lula desse uma entrevista durante a campanha eleitoral por medo que pudesse ajudar a “eleger o Haddad”.

28 de setembro de 2018 – chat privado

Anna Carolina Resende – 11:24:06 – ando muito preocupada com uma possivel volta do PT, mas tenho rezado muito para Deus iluminar nossa população para que um milagre nos salve
Deltan Dallagnol – 13:34:22 – Valeu Carol!
Dallagnol – 13:34:27 – Reza sim
Dallagnol – 13:34:32 – Precisamos como país

A propósito disso, nós publicamos agora, pela primeira vez, um áudio da conversa entre os membros da força-tarefa a respeito da guerra jurídica em torno da entrevista. Na manhã do dia 28 de setembro de 2018, a imprensa noticiou que o ministro do STF Ricardo Lewandowski autorizara Lula a conceder uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. Em um grupo no Telegram, os procuradores imediatamente se movimentaram, debatendo estratégias para evitar que Lula pudesse falar. Para a procuradora Laura Tessler, o direito do ex-presidente era uma “piada” e “revoltante”, o que ela classificou nos chats como “um verdadeiro circo”. Uma outra procuradora, Isabel Groba, respondeu: “Mafiosos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

Eram 10h11 da manhã. A angústia do grupo – que, mostram claramente os diálogos, agia politicamente, muito distante da imagem pública de isenção e técnica que sempre tentaram passar – só foi dissolvida mais de doze horas depois, quando Dallagnol enviou as seguintes mensagens, seguidas de um áudio.

Mais: https://theintercept.com/2019/07/09/vazajato-audio-inedito-deltan-dallagnol/

Fundador do Telegram provoca rival e diz que “o WhatsApp nunca será seguro”

By: Márcio Padrão

Agora que o Telegram voltou ao noticiário brasileiro por conta das reportagens do portal “The Intercept” com conversas privadas dentro do app entre o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador da Lava-Jato Deltan Dallagnol, vale lembrar que o aplicativo de mensagens deu há algumas semanas uma boa cutucada em seu eterno rival, o WhatsApp.

Um artigo assinado por Pavel Durov, o russo cofundador e atual executivo-chefe do Telegram, foi publicado no site oficial do app com o provocativo título: “Por que o WhatsApp nunca será seguro”. E não é uma pergunta, pois não termina com ponto de interrogação. Durov está afirmando mesmo.

Publicado em 15 de maio, antes das reportagens do “Intercept”, o texto começa recuperando duas falhas de segurança recentes envolvendo o WhatsApp: uma de maio deste ano, dava ao hacker a capacidade de vigiar remotamente os celulares-alvo por meio da câmera e do microfone do celular, além de extrair dados diversos do aparelho; e outra noticiada em outubro de 2018, que dava aos hackers o poder de travar o WhatsApp de terceiros a partir de uma chamada de vídeo.

E aí é que Durov vem com a tese dele:

“Toda vez que WhatsApp precisa consertar uma vulnerabilidade crítica em seu aplicativo, um novo aparece seu lugar. Todos os seus problemas de segurança são convenientemente voltados à vigilância, e se parecem e funcionam como backdoors.”

Pavel Durov, cofundador do Telegram.

“Backdoor” (“porta dos fundos”), para quem não sabe, é o termo técnico para um tipo de brecha de segurança que permita extrair dados pessoais e sensíveis de um programa ou sistema operacional sem que seu usuário se dê conta disso. Um backdoor pode ser implementado de propósito pela desenvolvedora do software.

Durov continua: “Em vez do Telegram, o WhatsApp não é de código aberto, então não há como os pesquisadores de segurança verificarem se há backdoors em seu código. O WhatsApp não apenas publica seu código, mas também faz o oposto: o WhatsApp ofusca deliberadamente os binários de seus aplicativos para que ninguém seja capaz de estudá-los”.

Mais: https://noticias.uol.com.br/tecnologia/noticias/redacao/2019/06/17/fundador-do-telegram-provoca-rival-e-diz-que-o-whatsapp-nunca-sera-seguro.htm

‘Imaginem se algum de nós perde o celular’, diz Lewandowski

By: Luísa Martins e Mariana Muniz

 

BRASÍLIA  –  Em sessão extraordinária da Segunda Turma nesta terça-feira, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) falaram sobre os fatos publicados pelo site The Intercept Brasil, que demonstram uma suposta ação coordenada entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol no âmbito da Operação Lava-Jato.

Os magistrados não os citaram nominalmente, mas demonstraram preocupação com o tema da interceptação de mensagens. Eles estavam analisando o caso de um condenado por porte de drogas que pedia a nulidade do processo pela ilegalidade das provas – no caso, mensagens de WhatsApp colhidas a partir da apreensão de um telefone celular sem o devido mandado judicial.

A correlação foi feita porque as conversas entre Moro e Dallagnol também foram interceptadas sem autorização da Justiça, supostamente por meio de acesso de um hacker ao aplicativo de mensagens Telegram.
“O tema é candente mesmo, inclusive à luz dos últimos acontecimentos que têm sido amplamente noticiados. Imaginem, Vossas Excelências, se algum de nós perde o celular ou deixa (em algum lugar)”, disse o presidente da Segunda Turma, ministro Ricardo Lewandowski.

A ministra Cármen Lúcia diz que “não se pode ignorar” a suposta relação indevida entre o atual ministro da Justiça e o coordenador da força-tarefa da Lava-Jato. “Mas é preciso que realmente se tenha, ausente o marco regulatório, pelo menos uma orientação jurisprudencial”, afirmou.
Ao iniciar seu voto no caso do tráfico de drogas, o ministro Gilmar Mendes, relator do processo, disse que seu voto havia sido escrito “antes deste último escândalo da República de Curitiba”. Lewandowski, respondeu: “Último, mas não derradeiro”.

Gilmar devolveu afirmando que “não tinha feições premonitórias”. Ao fim do voto, declarou a nulidade das provas e determinou a absolvição do réu. Em seguida, a ministra Cármen Lúcia pediu vista.

Mais: https://www.valor.com.br/politica/6301615/%3Fimaginem-se-algum-de-nos-perde-o-celular%3F-diz-lewandowski

Brazil reels at claims judge who jailed Lula collaborated with prosecutors

By: Tom Phillips

According to the Intercept, Sérgio Moro gave prosecutors strategic advice, criticism and tips during the sprawling corruption investigation known as Operation Car Wash that jailed hundreds of executives, politicians and middlemen.

Prosecutors also allegedly discussed strategies to block a newspaper’s attempts to interview Lula during last year’s election campaign, according to the Intercept, which published cellphone chats it said it had received from an anonymous source.

Opinion polls had indicated that Lula was likely to win the 2018 presidential poll until he was imprisoned and forced out of the race. His last-minute replacement, Fernando Haddad was beaten by the far-right candidate Jair Bolsonaro – who then appointed Moro as justice minister.

Lula has been imprisoned since April 2018. He was handed a nine-year prison sentence in 2017 by Moro, who ruled that he received bribes from a construction company in the shape of a seaside apartment renovated for him.

On Sunday, the Intercept published excerpts from what it described as an “enormous trove” of group chats on the encrypted phone app Telegram, along with audio, video and other documentation.

More: https://www.theguardian.com/world/2019/jun/10/brazil-lula-sergio-moro-judge-collaborated-with-prosecutors

Site divulga trechos de mensagens atribuídas a procuradores da Lava Jato e a Sérgio Moro Moro

By: G1 Rio

O site diz que procuradores, entre eles Deltan Dallagnol, trocaram mensagens com o atual ministro da Justiça sobre alguns assuntos investigados. Os alvos das conversas denunciaram recentemente que tiveram seus celulares hackeados ilegalmente.

O site “Intercept” divulgou na noite deste domingo (9) trechos de mensagens atribuídas a procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e ao então juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça, extraídas do aplicativo Telegram.

Os alvos dessas conversas denunciaram recentemente que tiveram seus celulares hackeados ilegalmente, o que é crime.

O “Intercept”, no entanto, disse que obteve os diálogos antes dessa invasão. Segundo o site, as informações foram obtidas de uma fonte anônima. O site diz que procuradores, entre eles Deltan Dallagnol, trocaram mensagens com Moro sobre alguns assuntos investigados.

Segundo o site “Intercept”, o então juiz Sérgio Moro orientou ações e cobrou novas operações dos procuradores. Em um dos diálogos, Moro pergunta a Dallagnol, segundo o site: “Não é muito tempo sem operação?” O chefe da força-tarefa concorda: “É, sim”.

Numa outra conversa, o site diz que é Dallagnol que pede a Moro para decidir rapidamente sobre um pedido de prisão: “Seria possível apreciar hoje?” E Moro responde: “Não creio que conseguiria ver hoje. Mas pensem bem se é uma boa ideia”.

Nove minutos depois, Moro, segundo o “Intercept”, adverte a Dallagnol: “Teriam que ser fatos graves”.

Mais: https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/06/09/site-divulga-trechos-de-mensagens-atribuidas-a-procuradores-da-lava-jato-e-a-sergio-moro.ghtml